Como estresse e ansiedade podem afetar nosso corpo. (Parte 1)

ansiedade

Ao contrário do que muitos pensam, o estresse e a ansiedade, em princípio, não são emoções negativas. Ambas são necessárias como mecanismos de defesa. Quando está diante de uma situação que gera estresse agudo, por exemplo, o corpo fica em estado de alerta e se prepara para “fugir ou lutar”. Já a ansiedade é a fragilidade diante de uma incerteza que tende a agravar o estresse. O problema ocorre quando esses estímulos passam a ser contínuos, provocando uma hiperativação do organismo. Em excesso, essas emoções podem afetar não só pele e cabelos como também o apetite e o sistema imunológico.

Quando o estresse se torna crônico

Não importa se o estresse é gerado pelo ataque de um animal feroz ou pelo chefe cobrando a entrega de um relatório. Diante de qualquer situação estressora, o organismo libera as substâncias noradrenalina e dopamina, que elevam a sensação de alerta. O sistema imune também é ativado, para que os mecanismos de defesas estejam prontos caso você sofra um ferimento (que pode causar infecções, por exemplo), explica o psiquiatra Rafael Pinheiro Calzada, preceptor de psiquiatria no Hospital Universitário de Brasília e na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

Nesse processo, aumentam os batimentos cardíacos, as pupilas dilatam, a musculatura fica mais tensa e contraída. Embora esses efeitos durem segundos em uma situação de risco, em um diagnóstico de estresse crônico, um estímulo contínuo mantém essa hiperativação, sobrecarregando o organismo e fazendo mal a ele. “Há um estresse oxidativo que gera lesões nas próprias células”, diz Calzada. O sistema imune também enfraquece, pois fica “esgotado” de tanto trabalhar esperando uma agressão física que nunca acontece. Então, a imunidade cai e qualquer doença tende a transitar de maneira mais fácil no corpo.

Impacto nos órgãos Segundo Calzada, alguns órgãos reagem mais diretamente ao estresse crônico. São eles:

* Coração: o aumento nos batimentos cardíacos mantém as coronárias mais contraídas. Isso faz com que a reserva cardíaca seja limitada, diminuindo o controle das placas de gordura nas artérias e elevando ainda mais o risco de infarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral).

* Estômago: a hiperativação diminui sua funcionalidade, aumentando a liberação de suco gástrico. Esse líquido, em excesso e sem o seu estímulo natural (alimento), corrói o próprio estômago, favorecendo o aparecimento de uma gastrite ou até mesmo de uma úlcera gástrica.

* Cérebro: estressado, o organismo também libera cortisol, um hormônio que hiperativa o corpo. Se suas taxas não normalizam, o organismo continua desregulado, o que pode provocar ansiedade, alterações no sono e até atrapalhar a cognição (causando problemas de memória e concentração).

* Pele e cabelos: sob a mira do estresse. A relação entre a pele e o cérebro é um campo de pesquisa que tem crescido de forma rápida. Sabe-se, por exemplo, que a pele possui receptores para os hormônios liberados em situações estressantes, como o cortisol e a adrenalina. Existem também doenças desencadeadas (ou que apresentam piora no quadro) pelo estresse crônico, entre elas: acne, vitiligo, dermatite atópica, psoríase e urticária crônica.

Neste caso, o estresse parece funcionar como um dos agentes com potencial para ativar a dermatose em indivíduos geneticamente predispostos.

O mesmo problema pode ocorrer com os fios de cabelo, como em casos de alopecia areata (condição caracterizada pela perda de cabelo ou de pelos em partes do corpo, como cílios, sobrancelhas e barba). “Os mecanismos inflamatórios possivelmente atuam da mesma forma como na pele, tendo como alvo as células dos folículos pilosos (raízes dos cabelos e pelos)”, diz Clarissa Prati, dermatologista mestre e doutora em ciências da saúde, pós-doutoranda pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Fonte:https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/10/07/da-imunidade-a-saude-da-pele-como-estresse-e-ansiedade-podem-afetar-corpo.htm

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Sobre a Autora

Sandra Baruchi

Sandra Baruchi

Mestre em Administração, Comunicação e Ensino, Pós-graduada em Marketing e Bacharel em Administração de Empresas. Professora Universitária em cursos de Graduação e Pós-Graduação em grandes universidades desde 2004. Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL), Mestre em Reiki, Practitioner em Técnicas de Libertação Emocional (EFT) ramo da psicologia energética e Toque Quântico “Quantum Touch”, Ariculoterapeuta, Magnetista, Mestre de Florais Etéricos Xamânicos, Terapeuta e Hipnóloga (hipnose verbal e não verbal) desde 2009.

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